Comente Comente wakisan em 17 Abr 2008
Verdades Por Trás do Estudo do CIMI a Respeito de Assassinatos de Indígenas
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Verdades Por Trás do Estudo do CIMI a Respeito de Assassinatos de Indígenas

O documento analisou os homicídios praticados contra indígenas, além de outros indicadores de violência contra tal tipo de vítima, como homicídios tentados e suicídios, comparando os dados obtidos nos anos de 2006 e de 2007.
No tom lamuriento que era de se esperar, dada a fonte, os pesquisadores signatários do estudo apontam forte aumento dos índices de homicídio, atribuindo-o a conflitos derivados de única causa:
“Os índios são encurralados numa área diminuta e não têm condições de sobreviver ou sua terra está sendo roubada.”
Eis as diminutas áreas: aos poucos ianomâmis existentes foram concedidos “apenas” nove e meio milhão de hectares na Calha Norte (são, seguramente, os maiores latifundiários do País); “apenas” quarenta e dois por cento do território do Estado de Roraima constitui-se hoje de reservas indígenas, incluindo-se a famigerada Raposa do Sol, que pode ser o estopim de uma guerra civil. E vai por aí, com a demarcação de reservas cada vez mais numerosas e extensas.
Mas, concentremo-nos no foco da afirmativa, transcrita literalmente, com base em reportagem d’O Estado de S Paulo (11/04/2008, A10). Ela sugere que a matança de indígenas é praticada por aqueles (certamente “brancos”) que lhes disputam suas terras. A distorção, no entanto é derrubada pelo próprio estudo, que esclarece o seguinte: em 2006, do total de 57 homicídios, nada menos do que 46 (mais de 80%) foram praticados por indígenas. Portanto, utilizando a própria lógica de tal pesquisa, fica evidente que, se a causa central das mortes é a disputa por terras, então o conflito agrário examinado revela-se, ao contrário da insinuação, essencialmente intra-étnico, opondo mortalmente indígenas e indígenas.
Outro aspecto axial: em 2007, o número de casos de homicídio saltou para 92 (aumento de nada menos do que 61,5%). Os desarmamentistas e a mídia associada vêm propalando, repetidamente, que o número de homicídios dolosos praticados por meio de armas de fogo caiu substancialmente em 2007 e atribuem o fato aos efeitos do Estatuto do Desarmamento e à campanha — em verdade, fracassada — de entrega voluntária de armas de fogo, realizada em 2005. Parece claro, como vem afirmando e demonstrando Benê Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, que o governo e seus apoiadores, nessa matéria, estão omitindo dados em relação ao concomitante incremento dos homicídios praticados com instrumentos diversos de armas de fogo. É uma distração que convém aos inimigos da legítima defesa, da caça sustentável e do tiro desportivo no Brasil.
Suponhamos, não obstante, que a verdade total estivesse com tais pessoas. Por que, então, a mágica não funciona no universo de pesquisa da população indígena?
Já vimos que os indígenas estão matando-se entre si mesmos, o que derruba a tese da jagunçaria anti-aborígine. Voltemos agora aos números do próprio estudo do CIMI, no respeitante aos instrumentos utilizados para a perpetração dos homicídios em exame, em 2007: armas de fogo, 24 casos (26%); armas brancas, bordunas, barras de ferro e as próprias mãos, 68 casos (74%).
Em resumo, para cada morte matada a tiro, três perpetradas a socos e pontapés, mediante esganadura, a golpes de barra de ferro, a pontaços e a bordoadas.
Pode-se argumentar (e esse aspecto não está informado no que foi divulgado sobre o estudo do CIMI) que só os matadores não-indígenas (menos de 20%, como visto) possuem armas de fogo. Admitamos que sim.
Por outro lado, se a totalidade dos tiros foi desferida por “brancos”, então a totalidade das facadas, das porretadas, dos socos e pontapés foi vibrada por indígenas.
Este é o ponto crucial: irrelevante é o instrumento disponível quando um ser humano, indiferente à lei e divorciado da piedade, toma a terrível decisão de dar cabo da vida de outrem.
Não dispondo de arma de fogo, lançará mão de veneno, fogo, arremesso, asfixia, afogamento, pancada, atropelamento, baraço, punhal — qualquer coisa a proporcionar-lhe o maligno objetivo. O estudo do CIMI, certamente para desgosto dos que o encomendaram, acaba de mais uma vez provar essa realidade, aspecto ancestral recessivo, mas real, da natureza humana.
Ademais, mesmo tendo sido aqueles onze homicídios de 2006 (os praticados com armas de fogo) de autoria de não-autóctones, a grande maioria dos projéteis assassinos terá partido de armas ilegais. É um fato documentado que cidadãos de bem, respeitadores da lei, possuidores de armas de fogo registradas, seja de defesa, desporto ou caça, muito raramente as utilizam para a prática de crimes. Desmascaramos, na campanha do Referendo, em 2005, todas as vis falácias montadas pela máquina de propaganda do governo federal e das ONG desarmamentistas contra essa irretorquível verdade.
Cel PAES DE LIRA